quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Entrevista...

(...) No campo político o Che enfrentou de todo o coração, de todas as formas possíveis, a dominação imperialista e a tirania em qualquer lugar do mundo, e deu uma contribuição decisiva ao processo político mais importante da história da América Latina, que foi a revolução cubana. Combateu e contribuiu para a luta de libertação dos povos de todo o continente. Lutou na Guatemala, em Cuba, na Bolívia, na África e na Ásia. Enfim, lutou no mundo inteiro porque identificava-se e vibrava com a condição humana, com todos os povos. Como deve ser um verdadeiro revolucionário.

No plano ideológico, ele rompeu com essa dissintonia entre o discurso e a prática. No seu próprio comportamento, em todos os momentos, ele revelava um profundo compromisso com o ideal socialista de colocar sempre os interesses do conjunto da sociedade acima de considerações individualistas, inclusive como forma de poder atender da melhor forma possível as necessidades individuais de casa um.

No campo econômico, já na década de 60, ele combatia firmemente a tendência de acreditar que seja possível construir o socialismo, prescindindo da consciência, da ideologia e da moral socialista. Daqueles que acreditam que possa existir uma forma espontânea, automática, puramente econômica de construir o socialismo. O capitalismo é como o capim, dá em qualquer lugar. Nasce e desenvolve espontaneamente. O socialismo não. O socialismo é uma forma consciente de organizar uma sociedade, e sem consciência socialista é impossível organizar, planificar e desenvolver uma sociedade socialista. Como de vê, ele se antecipou em 20 anos na luta e na defesa dessas questões.


Papai fodão <3

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