A primeira coisa que pensei ao conhece-la é que tinha uma cara simpática. A primeira coisa que concluí após aquela uma hora de conversa, foi que só a cara mesmo é que era simpatica; a simpatia de fato é sutil, quase imperceptível.
Ela era a única menina com idade proxima a minha (leia-se: jovem) naquelas bandas. Tinha 15 anos e uma criação defasada. A mãe mandava e desmandava no pai, era gorda, mas não daquelas que nos ofendem a vista, tinha também o cabelo liso e bem cuidado, e consequentemente se achava terrivelmente melhor do que qualquer modelete.
Não que eu fosse adepta ao estilo "modelo", também acho absurdo o corpo de certas meninas, e as pernas, finas de mais, as vezes me dão aflição, como se fossem quebrar! Mas eu me considero alguém que sabe se colocar.
A mãe dela se chamava Júlia, o que me remetia a boas lembranças, uma vez que era o nome de uma amiga da minha infância. Porém o nome não ajudou muito. Eu não gostei dela. Julia era simpatica com as visitas, ainda mais que eu seria sua vizinha de parede. Mas era terrivel quando esta em posição de "chefe". Sabe como disem, não julgue as pessoas pelo modo como ela trata os seus iguais, mais sim os seus subordinados... Bom, era alguma coisa assim. De qualquer maneira ela é do tipo de pessoa que a gente só gosta quando não ve muitas vezes, e isso pra mim estava fora de questão.
Quanto à menina, teria sido ótima se não fosse a mãe. Seu nome era Tina, parece apelido, mas não é. Queria sempre mandar em todos, reflexo da mãe e provavelmente da falta de autoridae do pai (que aliás era uma mosca-morta), tinha tanta maturidade quanto qualquer garota da sua idade. Se achava muito mais madura e se colocava como alguém de pelo menos 18 anos. Eu, aos 19, achava aquilo um saco.
A convivencia chegou a melhorar um pouco durante a semana, mas de fato me sentia muito mais a vontade sem tê-las por perto, nem a mãe e nem a filha.
Um comentário:
simpática.
engraçado, eu provavelmente a teria achado metida.
=P
=*
vamos botar o estabelecimento ´pra bombar, Z!
Postar um comentário